Old Songs

quinta-feira, 22 de março de 2007

Pensamentos sob a luz negra

Saudações a todos. Antes de qualquer coisa, gostaria de agradecer pelo carinho de todos que comentaram os posts anteriores aqui no blog e também aos que comentaram pessoalmente.

Bem, acho que vocês notaram que o “Old Memories” mudou um pouquinho, na minha opinião ficou mais bonito agora, mas gostaria de saber a opinião dos leitores, para isso peço que digam o que acharam nos comentários.

Além do novo visual agora tem trilha sonora logo acima do post. O “Old Songs” vai ser sempre atualizado conforme eu vá fazendo o upload das músicas que gosto. O “Pensamentos sob a luz negra” terá também trilha sonora especifica, é só clicar no play logo abaixo do titulo e ouvir.

Mais uma novidade, no inicio de abril terá a estréia do “Pensamentos de terras distantes” e para inaugurar começarei com uma historia de quatro capítulos, um capitulo por semana. Espero que gostem.

Quanto ao “pensamentos” de hoje vocês notarão algo estranho. A edição é a número dois. O caso é que eu estava muito inspirado e resolvi postar os novos pensamentos e acabei esquecendo de colocar este que é um dos antigos. O texto agora esta revisado, mas talvez vocês notem uma pequena diferença de estilo, afinal minha maneira de escrever mudou muito de 2004 para cá. Gostaria de pedir aos meus amigos que visitaram e comentaram este texto no antigo blog permissão para postar estes comentários de novo aqui. Caso permitam deixem um comentário que em seguida colocarei o comentário antigo.

Agora fiquem com o “Pensamentos – Edição 2”

Beijos e abraços a todos e mais uma vez obrigado pelo apoio e o carinho de vocês.

Pensamentos sob a luz negra

-Edição 2-

“Quando a ficha caiu...”


Estava aqui em casa pensando sobre o que poderia escrever quando a ficha caiu. Caiu mesmo, pois decidi contar a vocês quando a ficha caiu e percebi que o meu casamento havia acabado. Como meus amigos sabem eu já fui casado e me separei a quase dois anos. Sofri muito com isso, pois amei muito minha ex-mulher. Mas nem tudo é para sempre e hoje dou graças a Deus que me separei, não pelo casamento em si, mas sim pela pessoa com quem casei. Hoje por mais que eu pense não sei como fui acabar casado com ela, não temos nada haver um com o outro. Mas o fato é que sofri (à toa, eu sei).
Bem, indo direto a historia. Acordei um dia muito triste, olhei para a cama e a vi vazia (coisa que ainda sinto) é muito difícil se acostumar a dormir sozinho depois de ter dividido a cama com uma mulher. Olhei a geladeira e não tinha nada alem de um danete vencido que aliais é uma constante na minha geladeira, sempre tem alguma coisa vencida. Neste momento percebi que tinha que ir ao supermercado.

Tomei um banho, coloquei a roupa rapidamente, o que é um fato raríssimo, demoro pelo menos meia hora pra escolher uma roupa. Peguei a chave e sai, quando entrei no elevador lembrei que havia esquecido o celular, detesto sair sem ele, mas já estava no elevador e decidi não voltar pra pegar.

Chegando na rua comecei a sentir fome, uma fome que há tempos não sentia, estranhei, mas fiz o que meu estômago mandava e fui à padaria tomar café. Comecei a ficar mais alegre pensando comigo mesmo “ poxa tem tempo que eu não tomo café na padaria. To mesmo precisando sair da rotina”.

Mas no caminho da padaria notei algo estranho, as mulheres que passavam por mim olhavam muito e sorriam para mim. Por instinto olhei a camisa pra ver se estava suja ou ao contrario, mas estava tudo bem, tinha lavado a camisa há dois dias e não havia usado ainda a calça eu sabia que estava limpa e perfeita, pois prestei atenção ao vesti-la. Fiquei com a pulga atrás da orelha, afinal eu não sou feio, mas não sou nenhum Deus grego para ficarem olhando para mim deste jeito na rua. O que será que esta acontecendo? Resolvi deixar pra lá e continuei a caminho da padaria.

Chegando lá sentei no balcão e pedi um pingado e dois pães na chapa. Enquanto esperava fiquei assistindo televisão, e percebi que ainda era bem cedo estava passando o Bom dia Rio e para variar a reportagem era sobre os assaltos a apartamentos em Ipanema. Pensei comigo: “ Que bom que eu moro em Copacabana”. Ri sozinho com meus pensamentos, para um dia que começou triste até que tava melhorando.

Chegaram o pingado e o pão finalmente, esta comendo e rindo do pensamento egoísta que havia tido quando olhei para o lado e não vi ninguém, olhei para o outro e vi um velhinho comendo o mesmo que eu. Comecei a ficar com pena do velhinho comendo sozinho. Ele parecia um pouco com meu avô que havia falecido um ano antes. O velhinho olhou para mim e disse “bom dia amigo” eu respondi com a mesma alegria que ele demonstrou. Achei estranho estar tão alegre, pois ele parecia tão sozinho quanto eu. Conversamos um pouco enquanto comia, falamos sobre o tempo a violência até que ele disse: “Está bem frio. Hoje é um dia bom para ficar enrolado o dia todo com a namorada. Tenho certeza que você vai fazer isso. Não vai?”. Eu meio sem graça disse que não tinha namorada e havia me separado a pouco tempo. Ele olhou pra mim e quase como um profeta disse “Não se preocupe, você vai achar alguém para esquentar.” Eu ri e disse “Deus te ouça!” conversamos mais um pouco e ele foi embora dizendo que ia comprar umas flores antes de ir buscar a mulher na Yôga.

Fiquei pensando no que ele disse e achei que seria muito bom ter alguém para esquentar. Paguei a conta e fui embora para o supermercado. Acendi um cigarro, fui andando devagar e de novo as mulheres que passavam olhavam e sorriam. Eu comecei a ficar preocupado. Por que estão olhando pra mim deste jeito? Apertei o passo e entrei no supermercado. Peguei logo tudo o que precisava, outro fato raríssimo, eu demoro horas no supermercado escolhendo as coisas.

Entrei na fila e estranhei ter um grupo de meninas bonitas àquela hora da manhã no supermercado. Fiquei entusiasmado com uma loirinha baixinha que estava logo na minha frente, mas não falei nada. Afinal quais são as chances da cantada de um homem deprimido na fila de um supermercado colar? Fiquei quieto ate chegar a minha vez de pagar a conta.

Enquanto eu pagava a loirinha empacotava as suas coisas que eram muito poucas. Parei de prestar atenção nela por uns segundos. Prestava atenção no valor que ia dar minhas compras quando senti uma mão no meu ombro e uma voz doce falar “ Desculpe, estou meio sem graça mas não posso deixar de dizer que adorei o seu Piu-Piu.” Eu fiquei com cara de interrogação até ela apontar para baixo e finalmente eu percebi por que todas as mulheres me olhavam. Eu estava com a cueca do Piu Piu (personagem dos Looney Toones) que minha ex-mulher havia me dado quando namorávamos saindo pelo braguilha da calça aberta. Fiquei sem graça, pensei em pedir desculpas e ir correndo pra casa quando em fração de segundos pensei:
- Eu não sou mais casado!
- Não devo nada a ninguém.
- Posso andar com o Piu Piu pra fora o quanto eu quiser e para onde eu quiser.

Então eu me enchi de confiança e disse a ela “Obrigado. Eu não costumo deixar ele pegar ar assim fora de casa. Qual é seu nome mesmo?” ela respondeu “Raquel. E o seu?”.
Ela estava em uma excursão vinda de Recife e ia embora em três dias. Deu-me o número do seu celular que estrategicamente estava funcionando aqui. Daí vocês imaginam o que aconteceu, alem de ter quase estragado uma bandeja de danete enquanto conversávamos. Neste dia percebi que não estava mais casado e que poderia ser feliz. Agora toda noite eu rezo e peço a Deus que abençoe o criador do Piu Piu e o criador do celular GSM com roaming automático. Foi assim que a ficha caiu.
Até a próxima.
Tadeu
Ps : Nunca mais encontrei o velhinho. Será que ... deixa pra lá.

5 Comments:

Fabrício Alves said...

Do texto eu não vou falar nada, pq já comentei, junto com a B., séculos atrás! Ainda mais com esse artifício sexual em forma de piu-piu, que não faz parte dos meus fetiches!! hahaha posso dizer de um velhinho em Copa um dia desses que me torrou a paciência um dia desses na Suiça, enquanto comia um croassant de queijo minas com coca-cola. Por acaso não é mesmo?
Enfim, Jesus Said com os Servants é foda e o Beck aí é Beck né? Estava aqui embalado com "queeee onda GuEro, que ondulÊno" rss
Abraço e valeu pela força lá no blog! Fafas.

Anônimo said...

Theozinho,

incrivel isto que vc escreveu, nunca tinha lido algo tao pessoal antes e olha que ja li de tudo na vida kkkkkkkkkkk ate o manual do sexo tantrico do jornal o dia kkkk, nao sei se e pq te conheco kkk e temos esta amizade meio faroeste antigo, mais vi todas cenas descritas na minha frente, imaginei a cena do bar como daqueles filmes de intercine com o mocinho da trama de paleto de couro, chuva la fora, uma televisao bem pequena transmitindo o noticiario da cidade, o velhinho com chapeu londrino com aquela traducao tenebrosa ao fundo e muita chuva caindo la fora,
tipo um lugar em new york,
vc me despertou riso,espanto,curiosidade,malicia etc e tal
o que me intrigou foi a cueca do piu piu kkkkkkkkkk o flajola estava estampado tbm kkkkkkkkkkk
e a mesma sensacao intrigante das grandes obras de ficcao- qual sera o proximo passo, sera que a mocinha loirinha de Recife retornara?
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Theo,obrigada pela oportunidade de te conhecer mais e mais
te adoroooooooooooo migo

Anônimo said...

Posted by: Fafas at agosto 6, 2004 11:32 PM

Aê! é por isso q as meninas que atendem a gente lá na Suiça andam olhando pra vc!!! hahahaha!! ñ pode pedir uma média com pão e queijo q elas já ficam como....?rs!! Abração véio!!

Anônimo said...

aff!!! rs
Pensei que era seu libido sexual que tava hipinotizando a mulherada(rs), cueca do Piu-Piu Tátu?, só vc mesmo heim...
E eu aqui me perguntando se vc não tava sujo ou coisa assim (kkk).
Depois da minha separação minha ficha caiu mais ou menos assim, com os mesmo quetionamentos, mas sem cuecas de Pui-Pui (e nem calçinha se surgir a pergunta ja esta dada a resposta)...rs
É né enfim se cai na real, "Solteiros no Rio de Janeiro".
Bjs Tátu, se cuida.
Adoro-te
Rosimeri

Anônimo said...

Adorei seu texto e vc sabe q eu te adoro tata!! bjs e nao suma!!
Syl =)

 
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