Old Songs

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Novo Endereço e Facebook

Ola a todos. O Blog não acabou so mudou de endereço

http://oldmemorie.wordpress.com

Agora também no facebook com posts diários e mais curtos

https://www.facebook.com/memorias.antigas

Obrigado a todos os vistantes e tenho certeza que gostarão das novidas por vir.
Abraços
-Tadeu Alves-

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Endereço Novo

O endereço mudou

oldmemorie.wordpress.com

Atualizado em 31 de maio de 2009

segunda-feira, 10 de março de 2008

Voltei

Hoje eu voltei de uma viagem ao passado... Voltei machucado, chamuscado, voltei à vida. Certas coisas são necessárias para nos deixar mais fortes. Posso dizer que estou muito mais forte agora.

Feliz, até certo ponto. Algumas coisas me deixam feliz, mas não tudo. Certas surpresas fizeram meus olhos brilharem, mas parece que foram apenas lampejos, flashes de algo que ainda esta por vir, mas que não depende de mim. Pelo menos por enquanto não depende de mim.

Mas, voltei... Voltei à vida, voltei às letras, voltei as minhas imagens, sejam elas desenhadas, fotografadas ou apenas imagens criadas por minha mente em alguma superfície branca. O passado deve ficar no passado seja bom ou ruim. Lembranças devem ser apenas lembranças, não devem reger seu presente, nem tão pouco, ditar seu futuro.

Voltei. Voltei à vida. Voltei com sede e com pressa. Voltei com um conselho para "EU" mesmo, mas se quiserem tomar emprestado fiquem a vontade.

“Não percam tempo se desiludindo com coisas passadas ou tentando resgatar algo que já morreu, o tempo passa rápido demais e a vida realmente é curta demais para ficar perdendo tempo com isso. Se errou, não se lamente, simplesmente concerte o erro sem pensar da mesma forma que não pensou antes de errar. Não tenha medo do novo, pois se o antigo tivesse sido bom você ainda estaria com ele e nunca teria visto o novo que apareceu.”

Não entenderam nada???? Este texto é só pra dizer que estou vivo, mais forte e procurando estar mais feliz. Estou procurando meus “Detalhes”, pois como disse há pouco tempo a uma pessoa. São eles que fazem a diferença. Um pequeno brilho na hora certa é a diferença entre um sonho e a realidade. Os detalhes são a vida da própria vida.

Agradeço o apoio de todos, os telefonemas os e-mails, os comentários e etc.

Estou de volta e vou botar ordem na casa. O Old Memories voltou.

Tadeu

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Minha Irmã

Os primeiros raios de sol entram pelas frestas da cortina. O dia começa bonito depois de uma chuva intensa que banhou a cidade durante dias. É estranho a chuva parar logo hoje...

Lembro-me de uma dor de cabeça de infância, sempre a sentia quando fazia algo errado. A dor vinha dos cascudos que minha irmã dava vez ou outra. É incrível como lembro disso claramente, o cascudo em si não doía muito, mas eu chorava como se estivessem me torturando. Pouco tempo depois já estava rindo e brincando com ela outra vez.

...Um silêncio estranho e doído espalha-se por toda a casa, tudo esta estranho hoje...

Avenida Atlântica, minha bicicleta vermelha sempre foi a mais rápida, minha irmã conversa com uma amiga, mas não tira os olhos de mim. Ela sabe que vou acabar caindo em alguma curva do circuito imaginário da corrida. Sinto o vento acariciar meu rosto e vejo seu sorriso ao me resgatar caído no chão. É bom saber que ela esta ali sempre que eu cair.

...A casa está vazia, falta alguém aqui... Não preguei os olhos à noite toda... O tempo passa rápido... Ou será devagar?...

Minha irmã casou. Estou feliz e ao mesmo tempo triste. Ela não vai mais estar aqui o tempo todo, não consigo ficar feliz por ter um quarto só pra mim. Mas fico feliz por ela... Ela parece feliz.

... Meus pais acordam, minha sobrinha acorda, a tensão toma conta de todos, parecemos zumbis sem saber que direção tomar...

A Mary está a caminho. Minha sobrinha nasceu, tão pequenininha nem sei o que pensar ao olhá-la. O tempo passa, minha irmã separa-se e fico cada vez mais próximo da pequenina que da luz a casa. Minha irmã aprendeu bem com nossa Mãe. Em sua vida agora só existe sua filha.

... O telefone toca insanamente, pessoas chegam... Mais zumbis sem direção chegam...

Eu casei, moro ao lado de minha irmã. Algo diz a ela que vou sofrer, mas não me fala nada, prefere comentar com nossa Mãe. Meu casamento vai desmoronando aos poucos, junto com ele minha saúde também. A depressão me arrebata de forma violenta, foi um momento muito difícil, principalmente a separação. Minha irmã sempre foi muito fechada quanto a sentimentos, mas aprendi a ler em seus olhos a preocupação. Ao notar isso percebo que tenho que melhorar... Mais uma vez é bom saber que ela está ali sempre que eu cair.

...Esta chegando à hora, não quero ir, pois estou preocupado com meus pais e minha sobrinha. Meu Pai diz que não pode ir, não agüentaria. Pergunto a minha Mãe se ela quer que eu fique... A resposta vem em forma de pergunta: “Mas ela não pode ficar sozinha! Você vai deixá-la sozinha?” Não Mãe, não a deixarei sozinha...

Alguns anos se passam, estou recuperado de um casamento desfeito e hoje moro com minha irmã. Brigamos muito por besteiras... A casca de banana deixada na poltrona é um dos maiores motivos. Brigamos um pouco e logo olhamos para o relógio... Vai começar o “Dr. House” a briga da lugar as gargalhadas. Sempre foi assim, não adianta, não conseguimos brigar por muito tempo por mais orgulhosos que nós sejamos.

...O sol parece mais quente que o normal... Estranho... Sempre faz sol neste caminho... É a terceira vez que passo por aqui... Gostaria de não ter que passar aqui hoje... Mas é inevitável...

Estou em casa com minha sobrinha, minha irmã chega... Ela não esta bem, havia tido um desmaio enquanto trabalhava. Diz que tem que descansar e vai para o quarto. Fico jogando videogame com a Mary, mas sempre vou olhar como ela está... Estou preocupado.

... Chego onde não queria chegar... Pessoas me abraçam, lágrimas escorrem compulsivamente dos olhos de todos que estão aqui. Não sei bem o que fazer... Não sei o que pensar... Mas não posso deixá-la sozinha...

Dois dias se passaram depois do desmaio. Minha irmã esta internada... CTI... Detesto esta sigla. Minha Mãe chora ao telefone ao me contar da internação. Lembro da voz de minha irmã na última vez que nos falamos... Estava sem ar, muito cansada, minhas últimas palavras com ela foram: “Ana, Chame a Mãe e vá descansar. Você está muito cansada. Não fale muito, descanse, relaxe um pouco.”

...Pessoas falam e rezam, católicos, batistas, evangélicos. Amigos e parentes, não importa no que acreditam o fato é que não da para acreditar no que está acontecendo...

Estou em casa com meu Pai quando o telefone toca. É minha Mãe dizendo que minha irmã piorou. Está muito abalada, logo desliga o telefone prometendo manter-me informado e pede para que cuide de meu Pai.

... Seguro a alça de metal dourado com firmeza, seguro como se fosse sua mão... Não vou deixá-la sozinha...

O telefone toca mais uma vez... Não quero acreditar, mas já imagino o que seja. É minha Mãe de novo. Sua voz é fraca por causa do choro, já sei o que ela vai falar: “Meu filho... Jesus levou a Ana. Jesus levou minha filha.”... Minha primeira reação ao desligar o telefone é chorar, mas ao olhar para frente vejo meu Pai em pé na entrada do quarto. Dou a notícia com cuidado junto com um abraço apertado. As palavras de meu Pai são quase as mesma de minha mãe: “Por que Jesus teve que levar minha filhinha?” A muito tempo não sou católico, mas confesso que fiz a mesma pergunta.

... O cortejo segue até o túmulo... Não largo a alça de metal dourado nem um segundo... O sol está muito forte, pequenos pássaros cantam pousados nas lápides... Seria uma cena linda caso fosse outra ocasião... O caixão desce devagar, as lágrimas escorrem de meus olhos involuntariamente... Os raios de sol são refletidos em meu rosto pelo crucifixo dourado na tampa do caixão... Deixo cair quatro flores brancas em cima do caixão, deixo-as cair depois de um beijo carinhoso... Não ha mais volta... Minha irmã faleceu...

...As gargalhas e as brigas bobas não existem mais. O sol continua a brilhar forte... Sempre que venho aqui o sol brilha deste jeito... Parece querer dizer que há coisas maiores do que eu. Coisas que não posso impedir...

Desço as escadas de uma casa que hoje não faz mais o menor sentido para mim, na varanda uma pena branca cai lentamente no chão. Coincidência sem dúvida... Certas coincidências são cruéis... Pela janela vejo meus pais e minha sobrinha... As lágrimas insistem em cair mais uma vez... Estranhamente sinto algo me confortando... Será...? Não sei, no momento não posso saber. Olho mais uma vez para meus pais e minha sobrinha, um sorriso tímido começa a surgir em meus lábios. Eles precisam de mim...Eu preciso deles... Aninha, minha irmã, não se preocupe. Agora é comigo... Vou cuidar muito bem deles, não vou deixá-los cair... Pode descansar tranqüila...

...Te amo.

Tadeu


segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Shashin



-Hane ari Tamago-
Otsuka Ai




“Shashin”



Inicio de ano, minha caixa postal está abarrotada de e-mails de propaganda e “gracinhas” de amigos. O tédio me consome enquanto deleto as mensagens que não vou ler.

Coloco um cd que acabará de fazer com algumas músicas que gosto muito. A Primeira música é “Hane ari tamago” de Otsuka Ai. O título é estranho, “Ovo com Asas”, mas só é estranho se não levarmos em conta a letra que fala de renascimento e o medo de alçar vôo em uma nova fase da vida. Não consigo escutá-la apenas uma vez e meu dedo involuntariamente aperta o botão repeat no controle remoto.

Enquanto meus ouvidos são agraciados com o som dos violinos e a voz doce da cantora meus dedos vão apagando compulsivamente cada e-mail que vê pela frente. As letras passam rápido à frente de meus olhos, mas não leio metade delas. A música continua a ecoar pela sala, além dela, apenas os clicks do mouse são ouvidos.

A melodia entra por meus ouvidos e relaxa meus músculos levando-me a querer fechar os olhos. Entre abertos, os olhos vêem o suficiente para identificar as propagandas que serão deletadas..

A luz é fraca e o sono começa a pesar em minhas pálpebras quando um título de e-mail chama minha atenção, “Shashin”. O sono passa repentinamente e meus olhos abrem-se para ler e ver seu conteúdo.

É uma mensagem curta e muito simpática. É difícil dizer o que realmente senti, na verdade, o que me importava não era o e-mail e sim quem o enviou.

Meu primeiro impulso foi respondê-lo, mas não sabia como fazê-lo. Faltaram-me palavras diante de tamanha surpresa. Não esperava esta mensagem, pelo menos não tão cedo.

“Shashin”, está palavra não me saía da cabeça. Precisava de algo para pensar, levantei da cadeira e fui para meu lugar favorito do apartamento... A janela.

Sempre que preciso pensar vou para a janela. Ver o movimento, ou a falta de movimento na rua, me ajuda a colocar as idéias no lugar.

Era uma quarta feira tranqüila, poucas pessoas passeavam, nos restaurantes havia pouco movimento. Alguns turistas faziam fotos ao lado de um fusquinha rosa estacionado na esquina e uma senhora passeava com seu cãozinho tranqüilamente. Até os carros, que geralmente passam apressados, aparentavam calma neste dia. Os faróis pareciam pequenos vaga-lumes de tão baixos que estavam.

Não sei por que estas coisas me relaxam, mas nunca falha. Alguns minutos depois estava pensando no que responder. Mas a palavra “Shashin” continuava piscando em minha mente como um letreiro insistente que não nos deixa olhar para outro lugar. Confesso que era um belíssimo letreiro.

Logo estava sentado em minha cadeira outra vez digitando a resposta ao e-mail, não sei se consegui responder a altura de minha surpresa e satisfação ao recebê-lo. Mas foi com carinho que respondi. Não foi uma resposta muito grande, mas o titulo também era “Shashin”.

A música acaba e desligo a função repeat do som, está na hora de escutar outras coisas, mas com certeza logo escutarei “Hane ari Tamago” de novo. Tomará que ao escutá-la esteja passando por algo tão agradável quanto esta primeira surpresa do ano de 2008.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

A última surpresa do místico Chinês

Olá a todos. Espero que tenham sentido minha falta.
Ainda não vou postar um novo texto meu, ultimamente tem acontecido muita coisa e as ideias ainda não estão bem claras. Além de um projeto que anda me consumindo os neorônios. Mas em breve estará no ar para todos verem.
Bem... Para fechar bem o ano e desejar tudo de bom para vocês selecionei um texto (me perdoem não lembro de quem é) que, pelo menos para mim, faz muito sentido.
Espero que gostem.
Feliz 2008 para todos.
Até breve.

"A última surpresa do místico Chinês"

O riso é eterno, a vida é eterna, a celebração continua. Os atores mudam, mas a peça continua. As ondas se sucedem, mas o oceano continua. Você ri, você muda - e alguém mais ri -, mas o riso prossegue. Você celebra, alguém mais celebra, mas a celebração continua. A existência é contínua, é um continuum. Não há um único momento de quebra nela. Nenhuma morte é a morte, porque cada morte abre uma nova porta, então é um começo. Não há fim para a vida, há sempre um novo começo, uma ressurreição. Se você trocar sua tristeza por celebração, então também será capaz de trocar a morte por ressurreição. Aprenda essa arte enquanto há tempo.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Telefone, bombons e cigarros.

    O telefone toca... Uma voz feminina diz ___ Queria apenas escutar sua voz ____ esperei muito tempo por estas palavras, no entanto, hoje não fazem o menor sentido em meus ouvidos.
    Uma conversa sem nexo se inicia, duas pessoas sem graça, sem saber o que dizer. Como isso foi acontecer? Como nós não conseguimos conversar? Como duas pessoas tão íntimas não sabem o que falar?
    Pela janela do quarto escuro vejo os carros passarem apressados... Ela continua a falar, sua voz é murmurada, tem um pouco de medo, angustia, um véu de expectativa transparece quando diz___ Poderia conversar a noite toda___ pergunto-me sobre o que ela poderia falar durante uma noite inteira? Sobre o que eu poderia falar durante toda uma noite?
    “O amor é uma ilusão criada após o terceiro cigarro”, sábia Mian Mian e seus Bombons Chineses*, agora entendo o sentido desta frase. A voz feminina continua ecoando em meu ouvido, remete-me a um passado distante, três anos separam o ultimo “eu te amo” deste primeiro “Alô”. Nas duas ocasiões não fui eu quem falou.
    A voz continua... Tento escutar com atenção... Meus olhos fitam uma senhora atravessar a rua... O quarto escuro ilumina-se com as luzes da noite na cidade... Pergunto-me. Por que estamos tentando conversar e nada de útil sai de nossas bocas? A intimidade se foi. Pelo menos as brigas se foram com ela, todas as palavras sem sentido são ditas de forma carinhosa e gentil.
    Aonde foi que erramos? Em que ponto tudo desmoronou? Quatro anos separam o ultimo beijo deste primeiro suspiro. O beijo fui eu que dei o suspiro hoje é dela. Nossas vozes continuam tentando fazer sentido... Em vão.
    Antes nós não precisaríamos procurar as palavras, na verdade, nem precisaríamos delas. Bastaria um olhar ou um simples balbuciar para sabermos exatamente o que o outro queria dizer. Hoje, em dez minutos de conversa, não conseguimos entender 10% do que falamos. Somos dois estranhos, dois estranhos que conhecem muito um do outro. Dois estranhos “íntimos” que perderam a intimidade.
    As palavras continuam a serem pronunciadas, meus ouvidos captam, mas minha mente não assimila, acho que ela está na mesma situação. Sinto que quer dizer-me algo e não tem coragem. Eu quero escutar o que ela tem a dizer, mas tenho medo de ser verdadeiro na resposta. Antes minhas palavras estavam banhadas de magoa e minha mente fedia a raiva, teria sido mais fácil dar a resposta ao que ela não disse naquela época, não me preocuparia em machucá-la. Hoje, vejo que também errei e por isso não posso correr este risco. Como falarei a verdade sem feri-la?
    A conversa acaba. Nos despedimos, uma sensação de vazio envolve meu corpo. Em minha mente imagens dela aparecem repentina e nitidamente. O primeiro beijo, a primeira noite, o primeiro aniversario, o primeiro natal e por fim o primeiro e único Adeus.
    Quero que ela seja feliz, pelo amor que tive por ela e pelo carinho que ainda restou quero que ela seja feliz. Para mim não há mais como amá-la como antes.
    "O amor é uma ilusão criada após o terceiro cigarro"... Meus cigarros acabaram...
    Sábia Mian Mian e seus Bombons Chineses que adocicam as veias como balas de hortelã.


* Bombons Chineses (Tang / Candy)
   Ano: 2001
   Autora: Mian Mian
   Editora: Geração Editorial

 
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